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Suas resenhas e mais um pouco

Maria e Renata

Acabei de ler as resenhas de vocês e gostei. Porém, para nosso trabalho, precisamos de mais  profundidade.

Pensem que as leituras deverão ajudá-las a analisar as charges (e outras imagens) depois. Assim, a leitura deve ser mais que um comentário; deve ser uma “colheita” de jeitos de ler e de analisar uma charge.

Vejam, no texto, Com a Palavra a Charge, que os autores falam nas condiçoes de produção, no contexto em que as charges foram produzidas. Vocês entenderam as implicações disso? Pensaram em como usarão essa ideia nas análises de vocês?

O que pensaram sobre o fato de os sentidos terem uma história, como diz o texto (p.50)?

O que é contexto e qual seria o contexto das charges que analisaremos?

E sobre a ilusão da palavra neutra (p.54)? O que pensaram? Entenderam a aplicação dessa ideia em nossa pesquisa?

“sob a alegação de estar informando, o jornal permanece opinativo e interpretativo, constituindo
sentidos, produzindo histórias”. (p.54) como usarão isso?

Bom, esses são apenas alguns questionamentos sobre um dos artigos que lhes enviei, para que repensem suas leituras dois dois artigos que já leram e sobre os demais.

Marcaremos um encontro presencial para discutir tudo isso, ok?

 

abs

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Resenha sobre o Artigo: Com a palavra, a Charge: Entre o jornalismo, a política e a arte

  O artigo  “Com a palavra, a charge: entre o Jornalismo, a política e arte” dos autores Cynthia Morgana, Fabricia Durieux e Sergio luiz, explora as diversas diretrizes que o jornalismo costuma ter em meio a sua produção. A análise de um texto jornalístico, como a charge, possibilita o entendimento de tudo que requer sentido na composição da mesma.

  Em primeira instância, o jornalismo sempre carregará a ideologia daquele que irá o produzir. Tendo a obrigação de noticiar os fatos, de repassar as informações. Acontece que de acordo com suas crenças, apoios políticos, conflitos sociais, concepções estéticas, uma mesma notícia pode ser relatada de maneiras diferentes de acordo com o jornal que irá publicá-la, dotada de diversos sentidos de acordo com o seu contexto.

O artigo dá ênfase na importância que a linguagem exerce para qualquer tipo de comunicação social, ela produz sentido e interfere diretamente na sociedade. A palavra encontra-se sempre em constante movimento, ela carrega consigo todo um período histórico de significados, porém, ela sempre irá adquirir um caráter diferente dependendo de quem a usa e de como a usa.

A charge jornalística, por sua vez, estará inserida em um contexto que exigirá do leitor uma interpretação que vá além da imagem que é mostrada, levando em conta a presente carga ideológica e o Humor, características indispensável em qualquer manifestação chargística. Passando desde o artístico até o político, os principais temas sociais são abordados e apresentados ao leitor para suas próprias conclusões.

O Artigo, ao meu ver, caracterizou bem a função dos sentidos da linguagem em uma produção jornalística, e no quanto somos influenciados ideologicamente por quem a produz. E a charge se encontra como um dos meios que mais desperta a atenção e curiosidade do leitor, sendo um ótimo tipo de discurso para se transmitir aquilo que defende de uma maneira mais artística.

 

Maria Alliny

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Comentários sobre o texto “A Charge como manifestação ideológica”

Há diversos tipos de assuntos que permitem para o autor uma forma mais dinâmica na produção de um texto. No texto, A Charge como Manifestação ideológica, a autora descreve a charge jornalística como um texto visual que possui humor, porém, que possui a responsabilidade na maioria das vezes de tratar de assuntos políticos ou então criticando algo.

A charge possui características únicas em relação ao seu modo de ser produzida, a codificação visual, por exemplo, é algo prioritário em qualquer uma delas, por isso o motivo do autor ter a obrigação de ter total conhecimento sobre o fato que será relatado para poder escolher a melhor forma de traduzir aquilo em uma imagem que transmita humor.

É preciso estar em comum com a ideologia dos outros textos publicados no jornal, sendo a charge assim um texto apresentado para o leitor de mais maneira mais prática, aonde ele terá que captar o que realmente se quer dizer através daquele humor. Talvez algo que não estivesse nas linhas escritas dos outros textos do jornal. A autora sintetiza que o principal objetivo da charge é implantar a sua ideologia no intelecto do leitor e estimulá-lo a invadir todas as outras partes do jornal com sua leitura. .

Em ano de eleição, no qual estamos agora, é possível perceber com mais exatidão as críticas que cada jornal faz sobre cada candidato. Cada qual  utilizando de todos os textos envolvidos em um jornal, principalmente as charges, para disseminar seus próprios pontos de vista de acordo com seus interesses. Foi possível perceber isso também nas manifestações de 2013.

 

Maria Alliny

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Crítica sobre o artigo “Com a palavra, a charge: Entre o jornalismo, a política e a arte”.

Esse artigo e minha visão sobre o fazer jornalistico se confunde. Pois concordei em muito do que se esta escrito sobre a possível democracia mascarada que muitas vezes está presente em textos jornalísticos. O artigo é escrito por Cynthia Morgana, Fabricia Durieux e Sergio Luiz.

O artigo em questão visa abordar de forma critica o modo como o jornalismo textual e aquele representado por imagens, como é o caso das charges, age perante influencias externas e como ele se modificou ao longo do tempo. Essa mudança fez-se necessária na busca para adequar-se a diversos fatores sociais, econômicos e políticos. Essa mudança continua e  se dá de forma constante no que diz respeito aos signos e interpretações, pois estes estão diretamente ligados a vida social, costumes e valores que determinam o caráter social e ideológico de quem é afetado por este jornalismo.

A palavra como instrumento de revolução, convencimento e construção social é vista como mecanismo ideológico quando inserida no meio jornalístico. O discurso ideológico que um jornal ou autor quer passar ao leitor, vai atingi-lo de diferentes formas, porque seu significado se dá no interior das relações sociais e não de maneira objetiva e única. A palavra é algo sem moldes pré estabelecidos, se adapta  de maneira abstrata nos mais diversos contextos de formas diferente e o  poder que pode vir a ter depende  exclusivamente  da significância que ela ganha em seu processo comunicacional dentro de um determinado meio social.

A citação de George Orwell — “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Tudo o resto é publicidade” — expressa bem aquilo que o jornalismo faz ou deveria fazer pois enquanto principal veiculo democrático, deve representar fielmente a realidade dos fatos transformando-os em notícia, porém como já foi citado inclusive em sala de aula pelo professor Luiz Fernando, não há verdades absoluta em qualquer narrativa, pois a mesma ganhará angulações distintas a depender de quem faça a narrativa.

O jornal ou o jornalista está constantemente falando sobre aquilo que o aflige, o constrange, o indigna, podendo ou não servir como manipulador da realidade, quando na verdade deveria fazer parte de um sistema democrático, livre de poderes políticos, econômicos e sociais. O jornalismo então tem o poder de criar uma democracia, ao mesmo tempo que a mantém de forma controlada, fazendo com que os leitores tenham a ideia de que aquele veículo representa a mais pura essência de servir como meio para a transmissão  de uma informação crua, ou seja, uma representação total da realidade, quando na verdade a partir do momento que ela é construída, sua estrutura  textual e sua imagem  estão certamente norteados pela idelogia  que percorrem as redações em que foram produzidas. Anulando assim quaisquer discurso sobre a neutralidade jornalística.

Assim como o jornalismo textual o discurso visual presente nessa esfera deve  funcionar como uma forma de expressão por meio da qual é possível produzir sentido sobre determinados fatos. A construção da charge é muitas vezes baseada na remissão a outros textos, verbais ou não. O que a torna singular é a maneira com que ela pode lidar com os fatos já ocorridos, trazendo-os  ou não para a atualidade, exercitando o senso critico de quem a vê.

A charge serve para despertar a inquietação e conscientização de um determinado grupo social de forma irônica, direta, provocando o humor que muitas vezes assume uma face sarcástica, mas não se limita a isso, ela tem a capacidade de transpor sua ideologia ao leitor tanto quanto textos jornalísticos, através da fixação da mensagem com imagens. Ela hoje ocupa o posto de principal manifesto desse discurso visual  empregado não só em jornais e revistas, sua presença está se popularizando até em jornais televisivos.E assim como as manifestações textuais e discursivas, ela também deve  exercer de forma pura a liberdade de expressão. Ela pode e deve manter-se como uma ferramenta de contestação social, politica e econômica.

RENATA BELLO