Crítica sobre o artigo “Com a palavra, a charge: Entre o jornalismo, a política e a arte”.

Esse artigo e minha visão sobre o fazer jornalistico se confunde. Pois concordei em muito do que se esta escrito sobre a possível democracia mascarada que muitas vezes está presente em textos jornalísticos. O artigo é escrito por Cynthia Morgana, Fabricia Durieux e Sergio Luiz.

O artigo em questão visa abordar de forma critica o modo como o jornalismo textual e aquele representado por imagens, como é o caso das charges, age perante influencias externas e como ele se modificou ao longo do tempo. Essa mudança fez-se necessária na busca para adequar-se a diversos fatores sociais, econômicos e políticos. Essa mudança continua e  se dá de forma constante no que diz respeito aos signos e interpretações, pois estes estão diretamente ligados a vida social, costumes e valores que determinam o caráter social e ideológico de quem é afetado por este jornalismo.

A palavra como instrumento de revolução, convencimento e construção social é vista como mecanismo ideológico quando inserida no meio jornalístico. O discurso ideológico que um jornal ou autor quer passar ao leitor, vai atingi-lo de diferentes formas, porque seu significado se dá no interior das relações sociais e não de maneira objetiva e única. A palavra é algo sem moldes pré estabelecidos, se adapta  de maneira abstrata nos mais diversos contextos de formas diferente e o  poder que pode vir a ter depende  exclusivamente  da significância que ela ganha em seu processo comunicacional dentro de um determinado meio social.

A citação de George Orwell — “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Tudo o resto é publicidade” — expressa bem aquilo que o jornalismo faz ou deveria fazer pois enquanto principal veiculo democrático, deve representar fielmente a realidade dos fatos transformando-os em notícia, porém como já foi citado inclusive em sala de aula pelo professor Luiz Fernando, não há verdades absoluta em qualquer narrativa, pois a mesma ganhará angulações distintas a depender de quem faça a narrativa.

O jornal ou o jornalista está constantemente falando sobre aquilo que o aflige, o constrange, o indigna, podendo ou não servir como manipulador da realidade, quando na verdade deveria fazer parte de um sistema democrático, livre de poderes políticos, econômicos e sociais. O jornalismo então tem o poder de criar uma democracia, ao mesmo tempo que a mantém de forma controlada, fazendo com que os leitores tenham a ideia de que aquele veículo representa a mais pura essência de servir como meio para a transmissão  de uma informação crua, ou seja, uma representação total da realidade, quando na verdade a partir do momento que ela é construída, sua estrutura  textual e sua imagem  estão certamente norteados pela idelogia  que percorrem as redações em que foram produzidas. Anulando assim quaisquer discurso sobre a neutralidade jornalística.

Assim como o jornalismo textual o discurso visual presente nessa esfera deve  funcionar como uma forma de expressão por meio da qual é possível produzir sentido sobre determinados fatos. A construção da charge é muitas vezes baseada na remissão a outros textos, verbais ou não. O que a torna singular é a maneira com que ela pode lidar com os fatos já ocorridos, trazendo-os  ou não para a atualidade, exercitando o senso critico de quem a vê.

A charge serve para despertar a inquietação e conscientização de um determinado grupo social de forma irônica, direta, provocando o humor que muitas vezes assume uma face sarcástica, mas não se limita a isso, ela tem a capacidade de transpor sua ideologia ao leitor tanto quanto textos jornalísticos, através da fixação da mensagem com imagens. Ela hoje ocupa o posto de principal manifesto desse discurso visual  empregado não só em jornais e revistas, sua presença está se popularizando até em jornais televisivos.E assim como as manifestações textuais e discursivas, ela também deve  exercer de forma pura a liberdade de expressão. Ela pode e deve manter-se como uma ferramenta de contestação social, politica e econômica.

RENATA BELLO

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